Sua conta de luz sobe mais que o seu salário? Em 2026, a tendência é que sim. A Aneel projeta que as tarifas de energia terão alta média de 9,4% neste ano, segundo o boletim InfoTarifas divulgado em setembro. A inflação (IPCA) está estimada em 5,0%, e o IGP-M em 4,4%. Ou seja, a luz deve subir quase o dobro do que os preços em geral.
Para deixar a conta concreta: uma fatura de R$ 400 com alta de 9,4% passa a R$ 437,60, cerca de R$ 37,60 a mais por mês. É um exemplo ilustrativo, pois o efeito real depende da sua distribuidora, do seu consumo e dos impostos.
Por que a conta de luz sobe acima da inflação
Segundo o InfoTarifas, os fatores de maior pressão são os custos financeiros, os encargos setoriais e o custo de compra de energia. Na prática, isso mistura dívidas e ajustes acumulados pelas distribuidoras, taxas que entram na tarifa de todo mundo e o preço da energia comprada pelas empresas.
A Aneel também informa que a alta seria maior sem alguns alívios. Cerca de R$ 5,5 bilhões, vindos da renegociação de encargos de hidrelétricas (Lei 15.235/2025), foram destinados a distribuidoras do Norte e do Nordeste, além de parte de Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo. Esses alívios não chegam da mesma forma ao Sul.
E aqui no Rio Grande do Sul?
A média nacional esconde diferenças grandes entre distribuidoras. No Rio Grande do Sul, a Aneel calculou uma proposta de aumento médio de 22,31% para a CEEE Equatorial, que está em consulta pública. Não é uma decisão final, mas mostra que o reajuste local pode ficar bem acima da média do país. Reunimos os detalhes no texto sobre a conta da CEEE que pode subir de novo.
Como cada distribuidora tem o seu reajuste, o mais seguro é olhar a tarifa da sua área e a sua conta dos últimos meses, não só a média nacional.
Como reduzir a dependência da tarifa
Você não controla o reajuste, mas pode controlar quanto do seu consumo fica exposto a ele. Algumas frentes:
Revisar hábitos e aparelhos: ar-condicionado, chuveiro elétrico e equipamentos antigos pesam bastante.
Conferir a sua conta: erros de classificação e demanda contratada acima do necessário existem, principalmente em empresas.
Gerar a própria energia: com energia solar, parte do que você consome passa a ser gerada no seu telhado e deixa de ser cobrada na tarifa.
A solar não zera a conta. Você ainda paga a taxa mínima e as regras da Lei 14.300, e a economia depende do seu consumo, do tamanho do sistema e da tarifa local. O que ela faz é reduzir o quanto o reajuste da distribuidora pesa no seu orçamento. Se estiver pensando em financiar, veja também como a Selic influencia o financiamento solar.
Para uma estimativa rápida, use a calculadora solar com o valor da sua última conta.
Perguntas frequentes
Quanto a conta de luz vai subir em 2026?
A Aneel projeta alta média de 9,4% nas tarifas em 2026. O aumento real varia conforme a distribuidora e o tipo de consumidor.
A conta de luz está subindo mais que a inflação?
Pela projeção da Aneel, sim. A alta média de 9,4% compara com IPCA estimado em 5,0% e IGP-M em 4,4%.
Por que a conta de luz aumenta todo ano?
As tarifas são reajustadas anualmente para cobrir custos como compra de energia, encargos e a rede de distribuição. Quando esses custos sobem mais que a inflação, o reajuste também sobe.
Quando a conta de luz da CEEE Equatorial vai aumentar?
Há uma proposta de aumento médio de 22,31% em consulta pública. O valor final e a data de vigência dependem da decisão da Aneel após a consulta.
Energia solar protege do aumento da conta de luz?
Ajuda, porque a energia que você gera deixa de ser cobrada na tarifa da distribuidora. Mas continua existindo a taxa mínima, e o resultado depende do seu caso.
Será que a solar faz sentido para você?
Se a sua conta já pesa e a tendência é de alta, vale entender quanto da sua energia poderia ser gerada por você. Uma análise da conta mostra o consumo, o tamanho de sistema adequado e o prazo estimado de retorno.
Fale com a Sollar Sul e peça uma análise da sua conta de energia. A gente diz com honestidade se a solar faz sentido para o seu caso.
Fontes: Aneel, boletim InfoTarifas 2026 (3ª edição), conforme o Diário do Grande ABC (18/09/2026) e o Terra (setembro de 2026); Notícias Agrícolas, proposta de reajuste da CEEE Equatorial (agosto de 2026).



