A conta de luz de consumidores atendidos pela CEEE-D pode voltar a subir em 2026. Em 24 de agosto, a ANEEL abriu consulta pública para discutir a nova Revisão Tarifária Periódica da distribuidora.
Os números propostos chamam atenção: 24,24% para consumidores de baixa tensão, 15,88% para alta tensão e efeito médio de 22,31%. Se confirmados após o processo regulatório, os novos valores estão previstos para entrar em vigor em 22 de novembro de 2026.
Isso não significa que toda conta subirá exatamente nesses percentuais. Consumo, impostos, bandeiras e características de cada unidade interferem no valor final. Mas a discussão coloca uma pergunta importante para quem tem energia como custo relevante: quanto da sua operação precisa continuar totalmente exposta à tarifa da distribuidora?
A tarifa já havia subido em 2025
Em novembro de 2025, a CEEE-D passou por reajuste médio de 19,53%. Na ocasião, o efeito médio foi de 21,82% para baixa tensão e 12,36% para alta tensão.
Agora, uma nova revisão está em discussão. A ANEEL aponta entre os fatores de pressão o aumento da base de remuneração da distribuidora e a recomposição de valores relacionados aos eventos climáticos de 2024 no Rio Grande do Sul.
O ponto central para o consumidor é simples: grande parte dos componentes da tarifa está fora do seu controle.
É justamente aí que a estratégia energética começa a importar.
A pergunta não é mais apenas “solar vale a pena?”
Durante muito tempo, a decisão energética de uma empresa parecia se resumir a instalar ou não painéis solares. Hoje, essa conta é mais ampla.
Na Sollar Sul, a análise parte do perfil de consumo e da operação. Dependendo do caso, a solução pode envolver geração solar própria, Zero Grid, armazenamento com baterias, Mercado Livre de Energia, energia por assinatura, eficiência energética ou uma combinação dessas alternativas.
Uma empresa com consumo forte durante o dia pode ter ótimo aproveitamento da geração solar no próprio local. Uma indústria pode precisar analisar demanda, horários de ponta e contratação de energia. Já uma operação que não pode parar pode enxergar nas baterias também uma ferramenta de segurança energética.
Não existe uma solução única porque não existe um único perfil de consumo.
Antes dos painéis, é preciso entender a conta
Um projeto bem dimensionado não deveria começar pela pergunta “quantos painéis cabem no telhado?”.
Antes disso, a Sollar Sul avalia fatores como consumo, perfil horário, concessionária, demanda contratada, estrutura disponível, geração existente e alternativas de fornecimento.
Essa leitura permite responder algo mais útil: qual combinação pode reduzir melhor o custo e a exposição da empresa ao longo do tempo?
É uma mudança importante de lógica. Energia deixa de ser apenas uma despesa mensal e passa a ser tratada como custo estratégico.
Quem já tem energia solar também deve prestar atenção
Tarifa mais alta também aumenta a importância de cada kWh que sua própria usina deixa de comprar da rede.
Por isso, quem já possui sistema fotovoltaico deveria acompanhar se ele está entregando o desempenho esperado. Sujeira, falhas em inversores, problemas elétricos ou configurações inadequadas podem reduzir a geração sem que o proprietário perceba imediatamente.
A Sollar Sul também atua com monitoramento, inspeção, limpeza, manutenção e gestão de performance de usinas para identificar esse tipo de perda.
O que fazer agora?
A revisão da CEEE-D ainda não está aprovada em definitivo. A consulta pública recebe contribuições entre 26 de agosto e 9 de outubro de 2026, e a ANEEL prevê audiência pública em Porto Alegre em 8 de outubro.
Não faz sentido tomar uma decisão apressada apenas por causa da proposta. Mas faz sentido usar o momento para entender quanto a energia representa hoje no seu negócio e quais alternativas realmente estão disponíveis.
Você não controla o próximo reajuste, os encargos ou a bandeira tarifária. Mas pode analisar quanto da sua operação precisa continuar dependendo integralmente deles.
Se a energia pesa no custo da sua empresa, envie uma conta para a Sollar Sul. A equipe pode analisar o consumo e avaliar quais caminhos fazem sentido técnica e economicamente para o seu cenário.
O aumento da CEEE já está confirmado?
Não. Os percentuais fazem parte de uma proposta em consulta pública e ainda podem mudar antes da decisão final da ANEEL.
Quando a nova tarifa pode entrar em vigor?
A previsão apresentada pela ANEEL é 22 de novembro de 2026, caso os índices sejam aprovados.
Qual é o aumento proposto?
24,24% em média para baixa tensão, 15,88% para alta tensão e efeito médio de 22,31% para os consumidores da distribuidora.
Energia solar protege totalmente contra reajustes?
Não. Mesmo consumidores com geração própria continuam sujeitos a componentes da conta e às regras aplicáveis. O impacto depende do perfil de consumo e do sistema instalado.
Empresas deveriam avaliar só energia solar?
Não necessariamente. Dependendo da operação, também podem fazer sentido Zero Grid, baterias, Mercado Livre, eficiência ou energia por assinatura.



