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Conta de Luz

Conta de luz da Celesc sobe em agosto: o que muda e como reduzir o impacto

Novas tarifas valem a partir de 22 de agosto; residências terão alta média de 9,29% e consumidores em alta tensão, de 14,16%.

Sollar Sul Energia Solar9 min de leitura
Consumidor analisa conta de energia diante de residência e empresa com painéis solares em Santa Catarina.

As tarifas da Celesc sobem em 22 de agosto. Entenda os percentuais para residências, empresas e indústrias e veja como avaliar eficiência energética e energia solar.

A conta de luz ficará mais cara para milhões de consumidores de Santa Catarina. A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a revisão tarifária da Celesc Distribuição, e os novos valores entram em vigor em 22 de agosto de 2026.

O efeito médio será de 10,82%, mas esse número não é igual para todos. Consumidores residenciais terão alta média de 9,29%. Na baixa tensão, grupo que também reúne propriedades rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias, a elevação média será de 9,26%. Para clientes em alta tensão, como indústrias e empresas de maior porte, o aumento médio chega a 14,16%.

Na prática, a notícia exige mais do que observar o percentual. É hora de entender quanto a energia representa no orçamento, onde há desperdício e quais soluções podem reduzir a exposição a novos aumentos. Eficiência energética, gestão do consumo, energia solar e, em casos específicos, mercado livre ou armazenamento podem fazer parte da análise. A escolha correta depende do perfil de cada unidade consumidora.

Qual foi o reajuste aprovado para a Celesc?

A revisão foi aprovada pela diretoria da ANEEL em 18 de agosto. Segundo a Agência, a Celesc Distribuição atende cerca de 3,6 milhões de unidades consumidoras.

Residencial B1 9,29%
Baixa tensão em média 9,26%
Alta tensão em média 14,16%
Efeito médio geral 10,82%

A baixa tensão inclui a maior parte das residências, propriedades rurais, lojas, escritórios e pequenos empreendimentos. Já a alta tensão atende consumidores que recebem energia em tensão mais elevada e normalmente possuem demanda contratada, caso de muitas indústrias, supermercados, hotéis, hospitais e operações de maior porte.

Os percentuais são médias. Isso significa que a fatura de um consumidor específico não necessariamente aumentará exatamente 9,29% ou 14,16%.

Quando o aumento começa a aparecer na conta?

As novas tarifas passam a valer em 22 de agosto de 2026. Como a leitura do medidor cobre um período que pode incluir dias anteriores e posteriores à mudança, a primeira fatura após essa data pode trazer um efeito proporcional.

O impacto integral tende a aparecer quando todo o período de medição já estiver dentro da vigência das novas tarifas. Por isso, comparar apenas duas contas consecutivas pode gerar uma interpretação errada.

Para avaliar a mudança com mais segurança, compare:

  • consumo em kWh;

  • quantidade de dias faturados;

  • modalidade tarifária;

  • bandeira tarifária do mês;

  • impostos e contribuição de iluminação pública;

  • demanda contratada e demanda medida, no caso do Grupo A;

  • créditos de energia solar utilizados no período, quando houver.

Quanto o reajuste pode representar no orçamento?

Uma conta residencial de R$ 500 teria aumento teórico de R$ 46,45 se todos os componentes variassem exatamente 9,29%. Nesse exemplo simplificado, a fatura iria para aproximadamente R$ 546,45.

Em uma pequena empresa de baixa tensão com gasto mensal de R$ 2.000, a aplicação direta de 9,26% representaria R$ 185,20 a mais por mês. Em doze meses, seriam R$ 2.222,40 adicionais, caso consumo e demais condições permanecessem iguais.

Para uma indústria ou empresa em alta tensão com fatura de R$ 10 mil, uma variação teórica de 14,16% equivaleria a R$ 1.416 a mais no mês.

Essas contas são apenas referências. A fatura real contém itens que podem evoluir de forma diferente. Consumo, demanda, impostos, bandeiras e cobranças municipais também influenciam o total.

Por que a tarifa da Celesc aumentou?

A ANEEL informou que os principais fatores foram os custos de transmissão, os encargos setoriais e componentes financeiros do ciclo tarifário atual e do anterior.

A Celesc destacou que, sem encargos setoriais e outros valores arrecadados na conta e repassados a terceiros, a atualização relacionada à distribuidora seria de 1,61%. Isso ajuda a entender por que o valor pago pelo consumidor não corresponde apenas à energia produzida ou ao serviço local de distribuição.

A conta reúne diferentes parcelas:

  • compra e geração da energia;

  • transmissão em longas distâncias;

  • distribuição até o imóvel;

  • encargos definidos para financiar políticas do setor;

  • tributos;

  • bandeiras tarifárias, quando aplicadas;

  • contribuição municipal de iluminação pública.

Por isso, um reajuste tarifário e uma bandeira tarifária são coisas diferentes. O reajuste altera a tarifa-base. A bandeira é uma cobrança adicional mensal ligada às condições de geração no país.

O que muda para quem já tem energia solar?

O sistema fotovoltaico continua gerando normalmente. O reajuste não muda a quantidade de energia produzida pelos módulos e não cancela os créditos existentes.

Entretanto, ter energia solar conectada à rede não significa ficar completamente imune a aumentos. O consumidor ainda pode pagar custo de disponibilidade ou demanda contratada, uso da rede, impostos, iluminação pública e outras parcelas não compensadas. As regras aplicáveis também variam conforme a data de conexão e o enquadramento do sistema.

Em alguns casos, o aumento da tarifa eleva o valor financeiro da energia que deixa de ser comprada da rede. Mesmo assim, não é correto concluir que o retorno do investimento melhorará automaticamente. É preciso atualizar a simulação com:

  • histórico real de consumo;

  • geração medida;

  • créditos acumulados;

  • simultaneidade entre geração e consumo;

  • regras de compensação aplicáveis;

  • custos de manutenção e financiamento;

  • eventuais limitações técnicas da rede.

Quem percebeu aumento de consumo após instalar o sistema também deve verificar se a potência homologada ainda atende à necessidade. Qualquer ampliação precisa ser projetada e comunicada corretamente à distribuidora.

O que residências e pequenos negócios podem fazer agora?

1. Comparar os últimos 12 meses

Uma única fatura pode ser influenciada por clima, férias, produção, novas máquinas ou mudanças de hábito. O histórico anual mostra o padrão real e reduz o risco de dimensionar uma solução com base em um mês atípico.

2. Separar consumo de preço

A conta pode subir porque a tarifa aumentou, porque o consumo cresceu ou pelos dois motivos. Compare os kWh utilizados antes de atribuir toda a diferença ao reajuste.

3. Identificar os maiores consumidores

Ar-condicionado, chuveiro elétrico, refrigeração, motores, bombas, fornos e equipamentos antigos costumam concentrar o consumo. Em negócios, também vale verificar o uso fora do horário de operação.

4. Corrigir desperdícios antes de investir

Iluminação eficiente, manutenção de refrigeração, ajustes de temperatura, automação e eliminação de equipamentos ligados sem necessidade podem reduzir a base de consumo.

5. Avaliar energia solar com dados reais

Um projeto deve considerar área disponível, sombreamento, perfil de consumo, estrutura do telhado, regras da distribuidora e objetivo financeiro. O orçamento mais barato nem sempre oferece o melhor desempenho ou segurança.

6. Monitorar depois da instalação

A geração estimada precisa ser comparada com a geração real. Falhas de comunicação, sujeira, sombreamento novo ou problemas elétricos podem passar despercebidos sem acompanhamento.

Empresas e indústrias precisam olhar além do kWh

O aumento médio de 14,16% na alta tensão torna a revisão especialmente relevante para operações empresariais e industriais.

Nesses consumidores, a fatura pode incluir demanda contratada, energia no horário de ponta, energia fora de ponta, reativos e multas por ultrapassagem. Reduzir apenas o consumo total talvez não ataque o principal custo.

Uma análise empresarial deve responder:

  • a demanda contratada está adequada?

  • existem picos que poderiam ser deslocados?

  • o consumo ocorre principalmente durante o dia?

  • há espaço e conexão disponíveis para geração solar?

  • a unidade já pode comparar propostas no mercado livre?

  • baterias teriam função técnica e econômica clara?

  • há mais de uma unidade que poderia ser analisada em conjunto?

Energia solar costuma ter boa aderência quando o consumo é relevante durante o período de geração. Baterias podem ajudar em aplicações como redução de picos, continuidade de cargas críticas ou gestão horária, mas ainda exigem estudo específico. Elas não devem ser apresentadas como solução universal.

Energia solar elimina o reajuste da Celesc?

Não. Um sistema bem dimensionado pode reduzir a quantidade de energia comprada da rede e, portanto, diminuir a exposição a aumentos tarifários. Porém, a fatura continua sujeita a cobranças que não desaparecem com a geração própria.

O resultado também depende do consumo futuro. Uma residência que instala ar-condicionado ou uma empresa que amplia a produção pode consumir mais do que o projeto original previa.

A decisão mais segura é comparar cenários: continuar comprando toda a energia da distribuidora, adotar medidas de eficiência, instalar energia solar ou combinar soluções. O objetivo deve ser previsibilidade e economia tecnicamente demonstrável, não uma promessa de conta zerada.

Como avaliar uma proposta depois do reajuste?

Antes de contratar, peça uma simulação que apresente claramente:

  • consumo usado no cálculo;

  • potência do sistema em kWp;

  • geração anual estimada;

  • premissas de reajuste tarifário;

  • perdas consideradas;

  • itens que continuarão na fatura;

  • garantias dos equipamentos;

  • responsabilidade por projeto, homologação e suporte;

  • prazo de retorno em mais de um cenário.

Desconfie de projeções que usem apenas o valor da última conta ou que garantam economia fixa por décadas. Tarifas, consumo e condições técnicas mudam.

O que essa notícia muda para quem paga energia?

O reajuste transforma eficiência energética em uma decisão ainda mais relevante para Santa Catarina. Para uma residência, pode significar revisar hábitos e avaliar se a geração própria faz sentido. Para comércio e agronegócio, pode justificar uma análise de equipamentos, horários e sazonalidade. Para empresas e indústrias, pode exigir revisão de demanda, contratos e estratégia energética.

A principal orientação é não esperar várias contas mais altas para começar a medir. Quem conhece o próprio perfil de consumo consegue comparar alternativas com mais clareza e evita decisões tomadas apenas pela urgência.

FAQ

1. Quando começa o reajuste da Celesc em 2026?

As novas tarifas entram em vigor em 22 de agosto de 2026. A primeira conta pode apresentar efeito proporcional, conforme o período de leitura.

2. Qual é o aumento para consumidores residenciais?

A alta média aprovada para consumidores residenciais B1 é de 9,29%.

3. Pequenos comércios terão o mesmo reajuste das residências?

A média da baixa tensão é de 9,26%. O impacto individual pode variar de acordo com classificação, consumo, impostos e demais componentes da fatura.

4. Quanto aumenta para indústrias e grandes empresas?

Consumidores em alta tensão terão aumento médio de 14,16%. A conta específica também depende de demanda, modalidade horária e perfil de uso.

5. Quem tem energia solar também será afetado?

Pode ser afetado nas parcelas que continuam sendo cobradas, como disponibilidade ou demanda, uso da rede, impostos e iluminação pública. O impacto depende do sistema e das regras aplicáveis.

6. O reajuste é a mesma coisa que bandeira tarifária?

Não. O reajuste altera as tarifas da distribuidora. A bandeira é um adicional mensal ligado às condições de geração de energia no país.

7. Vale instalar energia solar somente por causa do aumento?

O reajuste reforça a importância de analisar alternativas, mas não deve ser o único motivo. A decisão precisa considerar consumo histórico, imóvel, conexão, investimento e objetivos do cliente.


Se você recebe energia pela Celesc e quer entender quanto o reajuste pode representar no seu perfil de consumo, a Sollar Sul pode analisar suas faturas e comparar alternativas de eficiência e geração solar com dados reais.

Perguntas frequentes

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